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sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Album da semana - The colour and the shape review





Álbum que disparou com a fama do Foo Fighters. De 1997, The colour and the shape mostra o que é que poderia existir de bom depois da era grunge. Com Grohl na batera, e Pat Smear ainda na guitarra.

Doll - Calminha, com um vocal com efeito no início, seguido de uma batidinha estilo Beatles, bem sossegada e legalzinha de ouvir, é uma pena acabar tão rápido.

Enough space - Um baixo bem convidativo, com uma tirada bem suja de guitarra. É assim que começa a segunda faixa do melhor disco de 1997, pra rapidinho dar lugar à um vocal calmo, que deixa os potentes gritos para o refrão. Guitarra sensacional, vocal fodidasso na música. Arrepiante.

Everlong - Já no início quem conhece se treme todo, a faixa é mais que contagiante, e o clipe é muito bem construído com foco em sonhos bizarros que temos. A faixa tem uma bateria trabalhada com um vocal perfeito, e a letra também muito legal. Bom mesmo é ter um amigo que saiba tocá-la no violão.

February stars - Começa calma, sussurrada, talvez até meio triste. Musiquinha boa pra se curtir uma fossa. I'm hanging on/Here until I'm gone/I'm right where I belong/Just hanging on... No finalzinho dá uma puxada mais violenta, na hora que o mocinho do filme vai embora e deixa a garota chorando. No geral ela é bem bonitinha.

Hey, Johnny Park! - Hardcore total que te faz pensar que você já ouviu isso antes, mas é só o vocal começar pra você perceber que se trata de Foo fighters, e o Grohl tá com vontade de cantar nessa faixa em que ele quase cospe o gogó pra fora. Nada demais.

Monkey Wrench - Mais rápida e agitada. Bem melhor que a última música, te chama pra pular e dar uns gritos junto com o Grohl.

My hero - Uma mais seca, que gasta mais pra sair, mas muito boa também. Letra legal, sonoridade equilibrada. Faixa que cansa da metade para a frente.

My poor brain - Uma faixa feliz que lembra os clássicos New Wave dos anos 80, mas só até chegar o refrão, que mostra o Foo Fighters que todo mundo quer ouvir.

New way home - Uma que caracteriza bem o Foo Fighters, bem no estilo dos caras, com uma tirada legal de guitarra, uma bateria estável e um vocal trabalhado. Hardcore total a mistura de sussurros e gritos. Música que vale muito a pena ouvir.

See you - Baladinha mais que feliz, lembra o supergrass. Sensacional e dançante.

Up in arms - Outra que começa bem calma, mas parte pra um refrão também muito bem elaborado. Vale a pena escutar as duas partes da música, que são ambas bem trabalhadas.

Walking after you - Ah, uma pra descansar um pouco, bem calminha. Se você tem namorada meu amigo, canta essa musiquinha pra ela, no violão e tals... é gama na certa. Tãão bonitinha...

Wind up - O riff de guitarra inicial já condena que por aí vem pancada forte. Um vocal gritado, guitarras bem tiradas, um som incrível com um refrão marcante.

A nota final para o álbum é bom, muito, muitíssimo bom, muito equilibrado e com um som marcante, que definiiu o som do final dos anos 90.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Album da semana - Songs for the deaf review



A idéia de uma rádio que toca ótimas músicas é excelente, inicialmente já começa com "Keep Casper" comandando a rádio e mostrando o que é Songs for the deaf, logo em seguida tem a explosão inicial.

You Think I Ain't Worth a Dollar, But I Feel Like a Millionaire - Começa numa tirada explosiva em meio à guitarras aterrorizantes e um vocal rasgado, gritado, sujo e suado. Quando cê pensa que terminou, eles dão uma pausa para o seu cérebro achar que encontrou lugar, e recomeçam com a guitarra e os vocais detonantes.

No one knows - Um tanto mais calma se comparada à primeira faixa, mas ainda bem animada e contagiante, dá vontade de cantar junto e batucar nas pernas, na mesa, no caderno, onde for. Dave Grohl mostra a que veio arrebentando na batera, o clipe então, te mostra que é tudo uma viagem muito louca. No final a radio volta novamente, um DJ spañol comanda a sessão

First it giveth - Começa tão excêntrica quanto pode, com um vocal manso que passa por baixo das suas pernas. Um refrão que te chama pra cantar e pular junto com Josh.

A song for the dead - Uma que custa a começar, com uma bateria mais que suada, sacrificada eu diria, mas quando começa não quer terminar, os caras mandam excelentemente no vocal dessa aqui, tratando-a como uma garotinha. Realmente, uma música para a morte. Sem contar as tiradinhas que tu acha que a música acabou ou tá acabando e eles tão é dando gás pra mais uma batida violenta.

The sky is falin' - Começa tranquila, com os gemidos de Josh, num vocal inspirador, e uma bateria tenra, pra dar lugar à uma guitarra rasgada, e entrada de um vocal limpo e claro, deixando claro que o céu está caindo. "Close your eyes, and see the sky is fallin'" - Feche os olhos menina, o céu vai cair com essa música mesmo.

Six Shooter - Faixa (bem) mais explosiva, com um vocal potente de rasgado que chega chutando tudo que estiver por perto. É uma pena passar tão rápido.

Hangin' Tree - Faixa que te espanca dos quatro lados, mais tenebrosa, soturna, ligeira e ríspida onde a guitarra se mistura com um vocal sombrio.

Go with the flow - A queridinha do disco, uma batera que chama pra batucar junto, um vocal que canta e encanta, uma tirada sagaz, tudo chama atenção na música, até mesmo os backin vocals do Olivieri. Todas as estrofes te chamam pra cantar junto, e o clipe supreende.

Gonna Leave you - Uma baladinha inspiradora. Muito boa por sinal.

Do it again - Uma mais ácida, mais rapidinha, mais atiçante talvez, que convida o ouvinte a arriscar uns passos de dança.

God is on the radio - Mais uma vez a voz soturna entra na história, outra baladinha do tipo que voce canta enquanto ouve no mp3 à caminho do metro numa quarta feira qualquer. O solo de guitarra do final faz sua cabeça chacoalhar, daí te entregam à uma bateria calma e sem vida, até que a música consegue acabar, sombriamente.

Another love song - Diferente da última, essa começa animada, com um vocal feliz e límpido, falando todas as letras da palavras. Te faz balançar o esqueleto ouvindo só mais uma música de amor.

A song for the deaf - Se voce não sabia o que era ser sombrio, experimente o início dessa música, só o inicinho, por que depois te jogam num redemoinho de instrumentos com um vocal afinadíssimo que te faz cantar junto: I got what was/I want to take what's left/No talk will cure/What's lost, or save what's left/For the deaf. Te arremessam então novamente de encontro à algo bem sombrio, com um Nick Olivieri recitando palavras que dão medo, e vamos para gritos de socorro com mais um refrão, carregadíssimo. Um final que faz sua espinha gelar.

Mosquito Song - Violas? Que isso? Como esses caras misturam esses instrumentos mais loucos pra fazer algo assim? A música mais diferente do álbum te convida a ouvir cada próximo segundo dela mesmo, e você, por curiosidade ou espanto vai ouvindo e gostando de cada novo minuto daquela obra magnífica, que mistura desde pianos, passando por acordeons, com violinos, instrumentos de sopro e outros mais que eu nem sei identificar. Como foi experimentar dessa viagem?

Everybody's Gonna Be Happy - Uma animadinha, pra dançar um pouco, mesmo que não se saiba nem um passo, dá pra chacoalhar o esqueleto que nem o Cidão ouvindo essa faixa mais que alegre.